MANGA

CULTIVAR - IAC 104 DURA

wpe3.jpg (7607 bytes)Cultivar poliembriônico, muito resistente aos dois isolados de Ceratocystis fimbriata, fungo que causa a seca--da-mangueira. Frutos pequenos pesando em média, 116g, com 7,3cm de comprimento, 5,4cm de largura e 4,9cm de espessura. Caroço, em média, com 17g, 6,2cm de comprimento, 3,4cm de largura e 1,4cm de espessura.

Destina-se, pois, à utilização como porta-enxerto. Frutos arredondados, de coloração geral amarela e avermelhada na base, com rnanchas negras de antracnose; agrupam-se em pencas, assemelhando-se, externamente, aos da variedade Rosinha.

A polpa é amarela, sem fibra, de bom sabor, firme e enxuta, o que justifica a denominação Dura. Bastante produtivo, com mesmo ciclo da 'Tommy Atkins'. Em Campinas, a maturação ocorre no final de dezembro. Possui resistência moderada à mosca-das-frutas. Produz porta-enxertos que dão boa espessura de caule, permitindo a enxertia precoce. As inflorescências, pequenas e piramidais, apresentam, em média, 18cm de comprimento e 12cm de largura na base. Esse novo cultivar, resultante de segregação gênica, descende de mãe 'Tommy Atkins' e pai desconhecido.

Equipe técnica:
lvan José Antunes Ribeiro
Carlos Jorge Rossetto
Paulo BolIer Gallo
Nelson Bortoletto
Nilberto Bernardo Soares
Luiz Henrique Carvalho
José Carlos Sabino
Antonio Lúcio MelIo Martins
Luís Cláudio Paterno Silveira
 

SECA-DA-MANGUEIRA

IMPORTÂNCIA DO PORTA-ENXERTO RESISTENTE À SECA-DA-MANGUEIRA CAUSADA POR CERATOCYSTIS FIMBRIATA

A seca-da-mangueira, causada pelo fungo Ceratocystis fimbriata, vem-se agravando no Brasil. Se na década de 1940, restringia-se praticamente às cercanias de Recife, Pernambuco, onde era conhecida pelo nome de mal-de-recife, e a algumas regiões do Estado de São Paulo, como Campinas e Ribeirão Preto, atualmente, essa doença se encontra disseminada por muitas regiões brasileiras produtoras de manga, causando, em alguns, prejuízos expressivos.

A seca-da-mangueira é capaz de provocar a morte de plantas suscetíveis em qualquer estádio de desenvolvimento, desde plantas jovens até árvores centenárias.

A infecção pode iniciar-se pela copa da árvore, com auxílio de um besouro vetor, o Hypocryphalus mangiferae. Nesse caso, a doença caracteriza-se pelo secamento de galhos que progride até atingir toda a copa, ocasionando sua morte.

É possível, também, que a infecção se inicie pelo sistema radicular, como na foto ao lado. Em condições como essa, a doença pode estabelecer-se sem concurso de vetor, embora todo ferimento seja capaz de favorecê-la.

Quando incide na parte aérea da planta, a seca-da--mangueira admite um controle curativo pelo corte e queima dos galhos infectados. O corte deve ser feito bem abaixo da região atacada pelo fungo. Ao retirar a casca da árvore com um facão, vê-se que a área infectada caracteriza-se pela cor marrom de seus tecidos contrastando com o amarelo dos tecidos sadios. Deve-se cortar os galhos de forma a eliminar toda a parte marrom, pois se restar algum tecido infectado, a doença continuará a progredir até a morte da árvore.

Caso a infecção incida nas raízes, torna-se mais difícil detectá-la de imediato, por isso progride até provocar a morte de toda a planta. Isso ocorre de forma aparentemente rápida aos olhos do mangicultor Nessa situação, a única forma de controle conhecida e recomendada é o uso de porta-enxerto resistente.

Identificaram-se dois isolados do fungo com patogenicidade distinta, são eles: o IAC FITO 334-1, não patogênico a Jasmin' e 'Kent' e o IAC FITO 4905, patogêníco a esses dois cultivares. Novos isolados poderão ser identificados no futuro, já que o fungo possuí variabilidade.wpe4.jpg (10746 bytes)

Para evitar o problema de vulnerabilidade genética, diversos porta-enxertos de mangueira resistentes aos dois isolados de Ceratocystis fimbriata estão sendo identificados, como as variedades Pico, Carabao e Manga D'água. Outros porta-enxertos resistentes aos dois isolados estão sendo obtidos por melhoramento e colocados à disposição dos mangicultores, como 'IAC 101 Coquínho', 'IAC 102 Touro' e 'IAC 104 Dura'.

Até o momento, não existem informações sobre o comportamento de campo desses porta-enxertos resistentes. Para tanto, experimentos vêm sendo desenvolvidos no Estado de São Paulo.

SECA-DA-MANGUEIRA
Infecção de Ceratocystis fímbriata
nas raízes,  provoca a morte da árvore